Sonhamos ou deveríamos ter sonhado?
Graças aos sonhos somos mais ricos ou mais pobres, temos uma necessidade a mais ou a menos. E acabamos por ser guiados, em plena luz do dia e mesmo nos momentos mais serenos do nosso espírito desperto, um pouco pelos hábitos impostos por estes.
Imagine alguém que em seus sonhos tenha voado muitas vezes e que logo quando começa a sonhar passa a ter consciência da sua capacidade de voar, como um privilégio seu, até como de uma felicidade só sua e invejável.
Aí então, essa pessoa julgará poder realizar, com o mais leve impulso, toda espécie de curvas e desvios, conhecerá a sensação de uma certa leveza divina, de um "para cima" sem esforço e tensão, de um "para baixo" sem queda e humilhação - sem peso!
Portanto, como é que a pessoa com tais experiências e hábitos de sonho não havia de acabar por encontrar, para o dia claro, a palavra "felicidade" com cor e significado diferentes? Como não havia ela de ansiar pela felicidade de maneira diferente? A "elevação", como a descrevem os poetas, comparada com este "voar", seria para ela, necessariamente, demasiado terrena, muscular, violenta; demasiado "pesada".
Imagine alguém que em seus sonhos tenha voado muitas vezes e que logo quando começa a sonhar passa a ter consciência da sua capacidade de voar, como um privilégio seu, até como de uma felicidade só sua e invejável.
Aí então, essa pessoa julgará poder realizar, com o mais leve impulso, toda espécie de curvas e desvios, conhecerá a sensação de uma certa leveza divina, de um "para cima" sem esforço e tensão, de um "para baixo" sem queda e humilhação - sem peso!
Portanto, como é que a pessoa com tais experiências e hábitos de sonho não havia de acabar por encontrar, para o dia claro, a palavra "felicidade" com cor e significado diferentes? Como não havia ela de ansiar pela felicidade de maneira diferente? A "elevação", como a descrevem os poetas, comparada com este "voar", seria para ela, necessariamente, demasiado terrena, muscular, violenta; demasiado "pesada".

