Sem Títulos.

O cotidiano tem sempre um tom desesperador e agonizante, sentia-lhe faltar o ar, e o constante formigar de seus braços. No prazer lhe faltava satisfação, no amor retribuição e na vida, o desejo de viver.
Com um baque, por uma fração de segundo escutara um barulho ensurdecedor. E um tiro nos olhos o calou, assim como tudo ao teu redor. E tenho a certeza de que se lhe fosse oferecido uma chance de falar, diria que jaz em paz, no silêncio e na simples ausência de tudo, na não existência.

Flaskô e o Movimento das Fábricas Ocupadas

Taí um bom programa sobre a Flaskô, a única fábrica ocupada do Brasil, que resiste a muitos ataques da burguesia por 6 anos, e mostra que patrão na fábrica só atrapalha.


Conexões Urbanas - 2ªTemp - 5 Ep. - Fábrica Flaskô - Parte 1

Conexões Urbanas - 2ªTemp - 5 Ep. - Fábrica Flaskô - Parte 2

Conexões Urbanas - 2ªTemp - 5 Ep. - Fábrica Flaskô - Parte 3

O site oficial do Movimento das Fábricas Ocupadas:
Acessem.

Assistam, vale a pena.

Divulguem essa idéia.

Votação Eletrônica x Votação Impressa

Putz, lendo aí nesses últimos dias recebi muitas informações conturbadas a respeito dessa problemática.
Para mim, até semana passada, essa discussão tinha como principal argumento a impossibilidade de expressão pessoal em votações eletrônicas, não dá pra rasurar nada quando se vota por uma máquina. Mas, descobri que a bagaça vai muito além, em minha humilde ignorância permaneci muito distante desse assunto, e agora, resolvi refletir sobre. E acho que temos que explodir essa discussão pra muito além do que ela se mantém.

Então tá, primeiramente, a informação que tenho é a de que os dados das eleições (o voto dos eleitores) são armazenados e encaminhados para a contagem em disquetes, uma mídia mais do que obsoleta e insegura. Quando utiliza-se mídias para assegurar tais informações fica facilmente fraudável alguns milhares de votos, principalmente quando temos um processo eleitoral tão obscuro quanto o nosso.
Não sabemos e não temos nenhuma forma de fiscalizar [enquanto eleitores] o processo de montagem dessas urnas, o encaminhamento para as seções eleitores, nem quando encaminham para a contagem, e sequer durante a contagem temos como acompanhar juntos voto a voto. Já que tudo é feito por trás da cortina e por uma máquina.
Portanto, primeito ponto problemático das urnas eletrônicas é justamente a obscuridade do processo, que tira dos eleitores qualquer possibilidade de atuação direta no mesmo, ou seja, todo o movimento que a urna faz durante toda a eleição fica distante e escondido.

Mas a contagem pode até estar certa, mas e a eleição? A bagaça ficou tão sem fiscalização pela confiança na tecnologia que fraudar ficou "fácil". E vai além da questão das mídias, o Conversa Afiada publicou um artigo sobre uma possível fraude eleitoral no Maranhão (Leia aqui), e foram encontradas várias irregulares, como votações depois das 17h30min (as seções fecham às 17h) o que sugere que os próprios mesários votaram pelos ausentes (eles possuem os dados necessários na caderneta), e também uma produção a mais e sem destino de Flashs de Carga [onde "são gravados dados sigilosos como as chaves de segurança das máquinas, além dos dados pessoais de eleitores e, naturalmente, as cópias de todos os softwares usados" Osvaldo Maneschy], ou seja, todas as evidências levam a entender que a eleição foi fraudada e que isso tende a ter beneficiado o candidato que obteve a vitória, Roseana Sarney (PMDB), que ganhou no primeiro turno, com 50,08% dos votos.

Conveniente não Maneschy? Concordo nisso que o texto que escreveu para o Conversa Afiada diz. Realmente é de extrema conveniência para o partido que domina o Maranhão desde a ditadura, desde Sarney, ganhar no primeiro turno com 50,08%.

Agora pensemos na quantidade de candidatos que ganharam com margem tão pequena? Bela São Paulo, o querido Alckmin, tucano, (e sim, isso foi irônico), com 50,63%. Acre com vitória petista (50,51%), Tocantins Siqueira Campos, tucano, com 50,52%. Isso que só contei os 50%, ignorei os com 51% pra cima.

A tecnologia nos oferece grandes avanços e realmente acho importante o desenvolvimento desta. Mas, a priori temos que ter a consciência de que ela não é a salvação por si só, precisamos da atuação do homem em todos os âmbitos, pois é o homem o regulador dessas máquinas. E assim como podemos utilizar a tecnologia para um lado positivo à humanidade, também podemos utilizar para fins de corrupção e fraudes, e infelizmente estamos acostumados a enxergar com mais frequência a segunda opção.

Quanto orgulho dessa pátria idolatrada! (ironia)















Nós, eleitores, devemos dar o exemplo. Vamos levar as eleições a sério, já que seriedade os candidatos desse ano estão devendo.

Não me gosto de títulos

Por lamúrias e volúpias passadas,
Hoje me tornei o que eu sou.
Se um dia pus minhas canetas
A desenhar palavras de beleza.
Hoje a carrego sem tesão.
Quando meu coração se enxeu
De esperanças e de amor,
Sei que essa foto tem data antiga,
E só na lembrança jaz...
Inquieta e indolor.

Gostaria

Como eu gostaria de ser um homem simples
Viajar nas asas de um pássaro
Ser livre, ser eu, e ser humano.

Como eu gostaria de poder abandonar tudo,
Abandonar o que fui criado a ser,
Abandonar tudo que me pertence
E a tudo a que eu pentenço,

Como eu gostaria de simplesmente me abster
Abster da vida, da sociedade.
De todos nós e de tudo que nos persegue,
De tudo que nos força, de tudo o que nos submete.

Como eu gostaria de não me encontrar mais nessa condição
De homem desumano, de pau mandado,
Interesseiro e competidor.

Qual é o prazer de viver nesse mundo?
De lutar e se sacrificar por dinheiro,
De subir na vida através da queda de outros,
Do capital sobre coletivo.

As perguntas são infinitas
Os desejos são inúmeros
Mas quase todas sem respostas
E quase todos insatisfeitos.

Infinidade



Infinidade
"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana; e eu não tenho certeza sobre o universo."

Realidade

A realidade é uma bosta. E obviamente, ela nos persegue em nosso cotidiano. Tentamos sempre escapar através de abstrações e devagações, mas sempre somos destituidos do sonho e das fantasias. Sorte daquele que tem a coragem de se exilar, de fugir dessa insanidade. De não mais se forçar ao convívio, a aceitação. Sorte daquele que se põe a quebrar as algemas de ferro e ouro que tanto nos prende à essa infame realidade.
Vivemos constantemente perseguidos por fantasmas, aprisionados por um controle que sequer precisa de um corpo físico ou usar da força para nos conter. Nos restringem nosso lazer, nosso trabalho, nosso sexo, e tudo o mais que possamos desejar fazer. Onde jaz a estrada que poderia nos levar a qualquer lugar? Onde jaz aquela vontade de mudar?
Os ideais somem, na ausência e difamação de qualquer ideal. No modismo a adolescência se perde, lendo lixos literários e posando para fotos. A rebeldia virou birra, a fúria juvenil virou frescura. As gerações se confundem na ganância do acúmulo constante. E na desumanização, a espécie humana caminha fundo, para um abismo escuro e cruel.
Já disse Eduardo Marinho "gostaria de saber o que era não ter nada", e quem sabe, olhando para o nada consigamos de fato entender o valor de uma vida. Talvez até nos desvincular do poder que o capital assumiu em nossos bolsos, e o mais importante, que passemos a nos respeitar, a respeitar essa grande massa fedida que a civilização construiu, e que todos nós fazemos parte.
Aí então, até me atrevo a sonhar, consigamos perceber que assim como somos ativos no processo de desvalorização do homem, podemos passar a revertê-lo, e transformá-lo em construção de uma postura coletiva, em desenvolvimento humano, e de fato humano. De todos os homens.
Gostaria eu de continuar a sonhar, de elevar essas abstrações a uma possível objetividade. Mas as condições se diferem, jovens passam fome, morrem em filas de hospitais, idosos são destratados nas ruas, pessoas enlouquecem em seus trabalhos, submissos a seus inúteis patrões, e todos nós pensando no próprio bolso, na paz da "família" brasileira.
Realidade, ah, realidade. Uma bosta de uma realidade.

Porquê?

- Queridos, não precisam ficar tristes, você são muito especiais, todos vocês são especiais.
- Isso é a mesma coisa que dizer que ninguém é, fessora.
- Por que Cainho?
- Porque sim fessora.
- Porque sim não é resposta Cainho.
- É sim fessora.
- Não é não Cainho.
- É sim fessora, a senhora me fez uma pergunta, e eu respondi com "Porque sim".
- Mas não é uma resposta válida Cainho.
- Mas por que não fessora?
- Ah, porque é vaga, não demonstra nenhum complemento.
O resto da sala, torcendo o pescoço, tentando acompanhar para onde a conversa seguia.
- Mas fessora, quando a senhora pergunta se eu to presente eu falo sim e você aceita, porque agora não aceita mais? Se eu responder só sim na chamada vai estar errado fessora?
- Não Cainho, daí é outra situação.
- Mas porque fessora? São as mesmas palavras, só acrescentei o "porque".
- Sim, mas a pergunta mudou Cainho.
- I daí fessora?
- A nova pergunta que te fiz exigia um complemento Cainho.
- Mas, a complemento serve pra que fessora?
- Pra explicar o porquê você tinha falado aquilo.
- Mas eu disse aquilo porque eu achei que deveria ter falado fessora.
- Isso seria o complemento pra tua resposta Cainho.
Toda a classe olha interessada para a professora.
- Mas tudo é igual fessora, só falei mais, mas falei a mesma coisa.
Novamente, todos encaram a professora, que por sua vez olha de relance para o resto da classe, respirando e retomando o pensamento.
- Sim, mas falou de maneira mais clara, Cainho!
- Mas a fessora já não tinha entendido?
- Sim, mas os outros alunos poderiam não ter, Cainho!
Cainho, olhando em volta, todos os alunos em silêncio olhando para ele, atentos, em espera.
- Eu acho que eles entenderiam mais só com o "porque sim" do que com tudo isso que a gente falou fessora.
- Como assim Cainho?
- A senhora só complico tudo fessora, nem eu mais sei o que falei fessora.
- Mas Cainho, você precisa aprender a responder de forma correta.
- Fessora, eu estou aprendendo, mas agora está tudo confuso.
- Única coisa que você precisa aprender Cainho, é que certas perguntas precisam de uma resposta completa, para que as pessoas possam entender com clareza o que você esteja falando.
- Mas você usou bastante complemento nas tuas respostas fessora, e eu não entendi nada.
- Um dia você entenderá.
- Como você sabe fessora?
- Eu apenas sei.
- Mas por quê?
- Porque sim, Cainho, porque sim.

Procura-se a Universidade Pública

As vezes eu me supreendo com algumas inocências que sempre expressamos no cotidianos.
Sabe aquela coisa de Universidade Pública, para todos, academia com função social, investimentos equitativos em extensão, pesquisa e ensino, laica, espaço da contra cultura... e outras coisas mais que todos sempre pensávamos e que sempre ouvimos os belos contos sobre a luta estudantil durante a ditadura militar. Então, se a gente sabe e já ouviu falar dela. Cadê ela? Olha que estou procurando por mais de 3 anos e não consegui achar. Se alguém encontrá-la por aí, por favor encaminha-a aos seus respectivos campus, porque a galera tá sentindo falta.

Durante a ditadura a universidade era um escudo, espaço onde polícia não entrava, estudante fazia barulho e os veiaco reacionários, querendo ou não, escutavam. Hum, estudante também se divertia, fazia festa, quebrava antigas regras, se punha como jovem transformador, apontando para todos e gritando para o mundo dizendo que quando eles assumissem o poder enquanto geração, as coisas seriam diferentes.
E são? Poxa vida, acabou a ditadura, e com ela o sonho do jovem de fazer a diferença. Os espaços universitários se fecharam, a polícia agora entra na faculdade, e não só isso, também usa seus belos instrumentos de coerção, cassetetes, armas de fogo, armas de fator psicológico e tudo mais que nosso belo sistema constrói pra promover a tão sonhada segurança pública. E não é só a polícia não, a construção ideológica burguesa vai tomando conta, sinônimo de jovem rebelde hoje é aquele que grita com os pais e fala que vai cometer suicídio, mesquinhos, egoístas. Ser comunista virou piada, ah é, isso não mudou - ainda. Grandes empresas chegam pelos espaços de pesquisa, pagam uma graninha e exploram mentes juvenis, inocentes e baratas, mas a patente é deles. O reitor eleito não é oficializado, o governador manda mais que os estudantes, e poxa vida, que porrinha de governador que SP foi arranjar né? Nem pra escolher um decente.
Hê, mas vá lá, de um governador do PSDB já é esperado tanta tosquice. Mas, o cerco vai fechando dentro da própria universidade, vão-se criando portarias restritivas. Não pode fazer festa dentro do campus, não pode ficar depois das 23h15min, não pode, não pode e não pode. Publicidade semanal, da própria diretoria, sobre missas católicas, e a restrição do espaço para se tratar de assuntos políticos. Tudo tão errado, o espaço da universidade deve ser vivido integralmente, seja em eventos religiosos, políticos ou o que quer que seja, esse espaço deve existir sem a intervenção e a preferência mesquinha da diretoria.
Agora me aparece a mais nova, simplesmente não pode mais colar cartaz fora dos lugares que esses mesquinhos nos deixem colar. Só nos murais, "oh moleque, cola aqui, aqui não porque eu não deixo, mas aqui pode.", e não só isso, só pode os cartazes que eles aprovarem. O quanto eles pensam que essa geração é troxa? Iremos nos condizer a essas condições infames de controle? Daqui a pouco a coisa cresce. Mais do que 5 estudantes conversando baixa o guarda ali, revista a galera, dá umas porradas, e dipersa todo mundo. Se tiver falando de política, vixe, vai pra diretoria levar bronca e bilhetinho pra mãe assinar. Se tiver lendo livros 'subversivos' chama o Major lá pra levar pra cadeira dos angustiados. Se colar uma porra de um cartaz que eles não gostam de ler em um lugar que eles não querem que esteja, sindicância! Porque moleque estudante não tem o quê fazer a não ser ouvir o professorzinho e acreditar em tudo o que ele fala, moleque estudante não tem espaço pra colaborar com a produção acadêmica. Eu digo o contrário, moleque estudante tem que contradizer as regras desses malditos professores, doutores sem capacidade de superação, doutores presos a uma realidade insana, de abuso de poder, controle excessivo e incapacidade de construir um lugar melhor, com uma educação mais qualificada, e um papel social digno para valermos do gasto público que geramos, que, por sinal, saem dos bolsos de cada indivíduo de cada comunidade que tem por aí.

Disseram que acharam nossa bela unversidade dos sonhos, está por aí, rachada e dividida entre todos os estudantes que caminham dentro do espaço que ela deveria ocupar. Os campus estão repletos de pequenas partes da universidade pública, em cada palma da mão de todos nós estudantes. Mas essas partes separadas jamais se reerguerão sozinhas, precisamos uní-las e recriar seus vínculos, remontarmos o quebra cabeça. E quando a figura ficar completa, quem sabe, conseguiremos fazer alguma diferença.

Torcida

- AAAAAAAAtchim!
- Pooorra, saúde aí.
- Que saúde o quê.
- Nossa, só fui educado.
- Se fosse saúde não teria catarro na minha garganta.
- Mas eu te desejei saúde.
- E vai me fazer diferença?
- Ué, claro.
- Ah, então você me desejando saúde vai me fazer ficar saudável? Tua fé tá fraca, ainda tô todo catarrento.
- Não é bem assim que funciona.
- Então é como?
- Você sabe, os cosmos e tal, se tiver gente torcendo por você o cosmo fica a teu favor.
- Mas não é o contrário? O cosmo não tá sempre caótico, sempre contra as leis da estabilidade? Assim, se eu to doente, to instável, então o cosmo quer é manter eu doente.
- Nâo, não! Claro que não, a gente que mobiliza o cosmo com a nossa fé.
- Nossa fé?
- É, nossa...
- Fale por você.
- Você não tem fé?
- To tentando ter fé em você, mas tá difícil.
- Como assim?
- Deixa pra lá.
- Hunf, mas enfim, é que nem num jogo de futebol, se a torcida for favorável à vitória do time ele vai ter vantagens.
- A vai?
- Sim, claro, por isso jogar em casa é tão bom, porque tem mais torcida.
- Mas e a torcida da televisão?
- Essa não conta não, você acha que a gente também joga boas vibrações através da TV? Larga de ser bobo.
- Huuum, agora sim, desculpa minha bobice.
- Você tá sendo irônico?
- Eu não, continua aí.
- Continuar o quê?
- Sua explanação a respeito do cosmo e das torcidas de futebol.
- Onde eu parei?
- Que o time da casa sempre ganha porque tem o cosmo jogando de camisa 12.
- Eu não falei isso.
- Ah não? Então explica de novo.
- Você tá tirando sarro.
- Jamais, to gostando, continua aí.
- Aiai, tá. O que eu disse é que a torcida a favor modifica o cosmo e cria vantagens aos jogadores.
- Que tipo de vantagens? Ele joga melhor?
- Dá mais sorte prele ué.
- Tipo, ele acerta "sem querer" mais vezes?
- Tipo isso.
- Nossa.
- Que foi?
- Então é por isso.
- O que?
- Nada não.
- Agora fala, fica aí resmungando e não vai explicar?
- Explicar o quê? Você já explicou tudo.
- Tudo?
- É ué, as bagaça de cosmo manipulável aí.
- Então o que eu expliquei?
- Prova oral?
- Não, você relacionou, quero saber com o quê.
...
- Então mau olhado funciona nesse esquema também?
- Sim claro.
- E aquele matinho lá resolve?
- Sim, ele tem poder protetor.
- Ah tá. Ow, vamos juntar a galera e ficar agourando a Carla pra ver se ela tropeça?
- Como assim?
- Ué, se juntarmos a galera dá uns 15. A gente faz a torcida e aumenta a chance de darmos sorte e ela tropeçar e cair. Vai ser engraçado.
- Putz, sabia que tava sendo irônico.
- Ironia? Nem sei o que é isso.
- Seu bobo.
- Eu né?

Peito aberto, olhos fechados e passo a frente! Parte 1

Um conto sobre experiências pessoais e uma utopia que pode ser que só exista na cabeça perversa e profana de seu autor. Mas ainda assim, vinculada a fantasias um tanto distantes da objetivação, mas ninguém é forte o suficiente pra se recusar a sonhar, ninguém pode negar seus desejos e muito menos ignorá-los.
Um conto até então sem fim, talvez prolonguemos por mais partes, talvez caia no esquecimento. No amanhã ninguém confia, e ninguém enxerga.
Aceito sugestões de título e de conteúdo.

Sem mais,

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- Maaaano, joga isso logo antes que saia pela culatra!!
- Calma, rapaz! Senão não acerto nem fodendo.
- Puta que pariu, é tão difícil jogar? Me dá isso aqui.
- Sai pra lá, senão piora de vez. Sossega o facho
Em um leve som da garrafa cortando o vento, e o silêncio angustiante dos segundos que antecederam a explosão, os amigos olhavam estonteados pra saber o que de fato aconteceria.
A parábola traçada em destino ao alvo foi perfeitamente calculada, assim como o tempo exato em que atingiu o chão, e em uma descarga sonora com fragmentos de vidros incandescentes, os olhos de ambos lacrimejam em uma mistura de satisfação, terror e realização.

* E eis os personagens principais
O plano começou há certo tempo, incontentes com muitos, enraivecidos pelas condições. A história caminha, mas sempre caminha de maneira árdua e cansativa. Dificilmente pensando em todos, dificilmente ampliando os horizontes. Quem ditam as regras não são eles, sequer quem dita pensa neles ou em quaisquer de seus iguais.
A princípio era só a conversa, a discussão e a tentativa de ampliar os contatos e o grupo específico que tentava lidar com esse tipo de problemática. Mas as coisas vão crescendo, um tumor não fica quieto no seu canto por muito tempo. Até certo ponto, parecia que no papo funcionaria, que alguma coisa mudaria, mas a enrolação cansa a cabeça até dos mais pacientes. E então, as idéias surgem, tornam-se fantasias, e os contos vão criando corpo. E só de brincadeirinha os amigos conversam, riem e fingem que estão apenas idealizando.
Nas salas de reuniões, sempre com um número pequeno e rostos repetidos, as questões eram postas na mesa, e o debate rolava solto, sempre a procura de alguma solução ou alguma proposta. Um ou outro tirava seu dia pra cobrar de alguns, ser enrolado por outros, e no final, o saldo estava sempre no zero.
Para Cleber a coisa era séria, assunto delicado e mais importante do que qualquer outro. Participava de tudo, veemente, cego. Briguento e teimoso seguia na sua tentativa de fazer a diferença. Um rapaz digno de respeito, corajoso e brilhante. Mas, esmurrava as pontas das facas e tinha toda sua mão quebrada e rasgada pelas lamúrias da vida, e ainda assim, jamais desistiu, e sequer desistiria.
Já teu amigo Roberto, parceiro de baladas, encontros, reuniões e lutas, é um pouco mais arretado, odiado por muitos, aceito por poucos, amado por alguns. Sem muita trava na língua, e muita coisa pra falar, ele arranja encrenca por onde passa. Afinal, são poucos os que estão preparados pra ouvir, e menos ainda os que entendem sua agressividade. Mas, fiel aos seus pensamentos, se posicionava diante de qualquer um, gigante ou não, e de peito estufado se declara na multidão sem medo nenhum de qualquer retaliação. E pode ter certeza, o plano, de início, quem o levou a sério, de fato foi Roberto.
Ambos, como qualquer estudante, encontram muita coisa pra preencher o tempo, seja com os estudos dados em aula, os trabalhos (os malditos trabalhos), grupos de estudos diversos, as próprias atuações representativas discentes, e tudo o mais que uma bela vida acadêmica pode proporcionar. De mulheres, bares, à mesas de discussão sobre política, tudo era muito bem frequentado pelos grandes parceiros.
Mas, algo os diferenciava. A iniciativa sempre era o forte de ambos, apesar da discussão sempre se prolongar um pouco além do que deveria, sempre tomavam uma decisão firme, a respeitavam e a levavam adiante até que algum resultado fosse tirado. Muitas coisas já conquistaram, seja benefícios aos estudantes, seja ficha suja tanto na academia quanto na polícia, mas jamais cederam mão de continuar à frente, e sempre de mãos dadas aos seus iguais.

Que a morte nos separe

O céu repleto de estrelas reluzentes pode ser belo e acolhedor. Um dia até tivemos a ânsia de buscar a felicidade e de sorrir com as delicadezas da vida. O aroma agradável do cotidiano nos remetia a tempos futuros, onde tudo era puro e saudável. Planos formulados, e eles sempre davam certo, carícias distribuídas e toques apaixonados. A vida simplesmente sorria, e o sorriso em nossas faces a acompanhava.
Carregávamos nosso tempo com passatempos simples e as responsabilidades eram sempre levadas com certa facilidade. O mundo parecia belo, belo como as histórias infantis ou os contos bíblicos. O sonho de Éden, que, infelizmente, sempre se realizou apenas em mentes ocultadas pelo breu do céu noturno estrelado.
Mas as estrelas deixam de reluzir quando o sol as cobre com sua luz ofuscante, abrimos os olhos, doloridos e achatados. Tentamos em vão nos proteger das dores, mas nelas permanecemos. Dores angustiantes, um massacre de emoções negativas. Um desespero pra que chegue logo o costume, que seus olhos aceitem o incômodo e consigam se abrir, e de fato se abrem, enxergando mais do que conseguiam durante a luz das estrelas.
E eis que o horizonte se mostra em nossa frente, olhamos para longe, detectando vastos campos e o que mais ali houver. Com um pouco mais de atenção, as relações tornam-se visíveis, e vê-se um mundo caótico. Formigas caminham trombando-se e sentindo o cheiro pútrido da vivência humana. Casais de mãos dadas, que se enganam com palavras de amor insalubres e irreais.
Aqueles planos de outrora se desfacelam diante da visão diurna, o futuro se descontrói. E então, as janelas se fecham.

Carta ao Jose Serra

Caro José Serra

Se me permite citá-lo: "eu, eu, eu acho bom a reforma agrária".

De fato, essa tua frase aí seria uma beleza! Mas, rapaz, olha os argumentos que se seguem, você diz que o gov. Federal (coisa aí que um dia qualquer ficou claro pra ti) tem muita terra que foi desapropriada, talvez dos latifundiários fanfarrões que não contribuem muita coisa com o desenvolvimento social (seráá?). Mas só não distribui toda essa fartura de terra por não ter dinheiro pra prepará-la... Tá me achando com cara de trouxa? Posso até ser bobão, simplório, mas rapaz!!!!! Não tem dinheiro? Já fiquei sabendo de assentamentos que sem um puto e sem um prato de comida na mesa prepararam um loteamento pra começar a plantar mandioca e cana, e foram muito bem sucedidos, só tiveram um obstáculo, tiros das armas carregadas daqueles homens fardados que você enviou. Como raios, um governo federal, não teria esse dinheiro? Era só propaganda né? Gracinha na televisão. Porque dinheiro pra investir em capital privado o senhorzinho sempre teve né? Pra subsidiar as condições pro crescimento de empresas privadas de São Paulo nunca vi faltar dinheiro, sim sim, você era gov. Estadual, mas fala que não tem dinheiro pra educação mas tem pra bancar teus irmão de classe.
E continua, reforma agrícola ao invés de agrária? Pois é, vejamos, pra que dar cesta básica pra quem não tem o quê comer? Pra que dar terra pra quem não tem onde viver? Nããão, vamos dar é condições para os caras que já tem terra e já estão plantando (latifundiário nadando em dinheiro), plantar mais ainda, ganhar mais dinheiro ainda, pra que dar terra lá pro sujeito do MST, que por sinal tá lá só como pretexto pra fazer política, né? Pois é bastante óbvio que quem tá com fome, invade terra sem uso pra plantar porque quer fazer política. Coisa simples, raciocínio lógico... eu jamais conseguiria pensar de outra forma.
E é claro, produtividade, tinha que citar isso, a reforma agrária na tua concepção é legal, mas tem que produzir, se não produzir o suficiente tem mesmo é que ficar sem terra!!! Porque não é justo, além de dar a terra (de graça) pro sujeito, ainda tem que ficar pagando cesta básica? Poxa vida, verdade... é muito disperdício de dinheiro público bancar condições necessárias para uma família começar a desenvolver tua plantaçãozinha. E olha que, mesmo que dê as condições, dificilmente ele vai plantar pra exportação, de onde vamos tirar lucro disso, né José Serra? Porque, afinal das contas, é o que te importa, lucro, e não pro Estado, muito menos pra ser repassado pra políticas públicas, é pra por no teu bolso e no bolso dos teus companheiros, a "massa cheirosa". e olha lá, porque aposto que até os cheirosinhos não tem direito aos teus benefícios. É só mesmo gente grande né José Serra? É só pra quem tem conta cheia.

Estou com medo, e confesso sem vergonha, estou com muito medo! É triste ver o Brasil nessa situação. E porra Brasil, a gente tem muito mais pra oferecer! Os políticos surgem do povo, e nós temos que ter a consciência de recusar aqueles que para o povo não querem retornar! Alguém que subiu JAMAIS deve subir usando cabeças como degraus, e MUITO MENOS cuspir nessas cabeças quando alcançou o ninho!
Nós, o povo, fedido ou cheiroso, devemos nos por como povo, como massa, não a de manobra, mas como coletivo. A categoria dos desprezados, aqueles que não mais querem ser manipulados e mal tratados. Façamos valer nossos direitos, derrubemos aqueles que já estão ou querem estar no planalto a tempo demais! Nós merecemos mais!

Me recuso a votar em ti José Serra, teu falso sorriso não me conquista e não engana. Não te quero no planalto, na câmara ou lugar algum, sequer no meu jardim. Teu bolso é sujo, sujo com notas avermelhadas das mortes por pobreza, espancamentos pela tua pau mandada força policial ou qualquer um dos outros meios que você arruma pra calar a oposição. Não estamos procurando pretexto pra fazer política, estamos procurando a capacidade de conseguir viver, com dignidade e respeito.

Termino essa carta, escrita por mim, não com muito carinho, a ti José Serra, atual candidato a Presidência da República. E espero, do fundo do coração, que você não ganhe.

Atenciosamente,

André Padoveze.

Texto baseado em uma entrevista de Jose Serra, para lê-la Clique Aqui

Desmerece títulos

Nos meus ínfimos e curtos anos de observação do mundo em que estamos posso contar maiores frustrações do que satisfações. O número de desgraças e o nível de desumanização que atingimos chega até a assustar aquele que para pra pensar.
A gente vê pessoas tratando "negro" como "preto", como se a diferença da cor da pele tivesse alguma relevância no que aquele homem é ou não é, e como se a troca das palavras fosse pejorativa por si só. Mas tanto faz ser chamado de negro ou de preto, afinal das contas, é só uma denominação pra algo que sequer deveria ser significativo. Tenhamos orgulho de sermos o que somos, e respeitemos o que os outros se tornaram, todos fazemos parte de um mundo tão lixo quanto as relações que criamos dentro dele.
O gay não é só homossexual, é um "viado" indigno de respeito só porque gosta do buraco "errado". Agora também não podemos sequer ter preferências, só porque elas envolvem sexo, como se sexo fosse grande coisa.
E o pobre, fruto da desigualdade e aquele que nada possui, é jogado às margens da sociedade, impróprio para viver decentemente. No mundo do dinheiro, quem não o tem, nada tem. E pra piorar ainda mais, quem nada tem vale menos do que um mísero papel impresso, que disseram por aí que tem valor e que é importante.
A realidade é mais ou menos assim, me reservando o direito ao simplismo, se for preto ou viado é todo errado, se for pobre a gente nem conta, se não for nem um e nem outro a gente chama de louco, mas se for branco, rico e não fizer muito barulho é digno de justiça, respeito civil, casa, roupa lavada e um espaçozinho na novela das nove.
Me parece que tudo isso tá muito errado... não temos o direito de ser, sequer de existir. Nos jogam alguns padrões, dizem ser aceitáveis e, acima de tudo, naturais, e olha lá se não concordarmos. Daí paro pra pensar... a diferença está nos olhos e na cabeça de quem a produziu e de quem a aceitou, ela foi produzida, mas podemos deixar de aceitá-la.
Nos encontramos agora em uma sociedade que prefere criar exploradores e manter os explorados sempre no controle, quietinhos, e a gente se desenvolve dia-a-dia criando e aperfeiçoando as técnicas para facilitar todo esse processo.
E olha que ainda nem comecei a falar das relações de trabalho, a gente é transformado em um corpinho infame, braços fortes pra carregar saco de batata, cabeça grande pra ficar fazendo conta, testa inxada pra fazer terapias, mas todos submissos a uma só condição, trabalhadores, obrigados a vender nossos corpos. Somos escravos de um sistema já errado, que pressupõe divisão do trabalho e a acumulação. E pra um ter a mais, alguém tem que ter a menos. Já começa aí a decadência.
E vai sucumbindo, segura aí que o precipício é longo. O produtor produz, mas não possui. O pedreiro que construiu aquele condomínio de luxo não vai poder nem usar o banheiro da guarita (imagine o de uma das casas) depois que terminar o trabalho. Coitadas são as bundas lisas e cheirosas dos burgueses que não podem dividir o mesmo assento com aquele que tirou essa casa do papel, pior, sequer podem dividir o mesmo espaço, pois os delicados olhos não conseguem ver sujeira do pó de concreto que eles acumularam enquanto construiam tudo aquilo, e sequer seus belos narizes produzidos artificialmente podem com o cheiro de suor das 10 horas de trabalhos diários debaixo de um sol infernoso. E afirmo, e se não perceberam, leiam de novo, estou carregado de ironias.
Mas que mundo é esse? Cruel e insano, torna a sobrevivência em um sacrifício, e faço questão de salientar a contradição dessa frase. Afinal, nas mãos de quem estão nossas vidas, e de quem queremos que esteja? Eu, pessoalmente, consigo pensar em quais eu não gostaria que a minha estivesse.
Para os descontentes de plantão, sair disso tudo é difícil, morrer não é solução, então caberia resistir em aceitar e buscar nas questões simples e práticas do cotidiano a superação pra pequenas parcelas de toda essa baboseira em que estamos. Além de, também, nos caber o sonho de que um dia todas essas pequenas atitudes juntem-se a outras tão pequenas quanto e tornem-se uma só, grande. Uma revolucionária mudança.

Vólupias

A música roda, ensurdecendo os ouvidos. O álcool no sangue torna mentes insanas em maresias descontroladas, as ondas passam, chocam-se e espumam-se diante de pedras rijas e frias. Mas a dança continua, cada vez mais movimentada e encantadora.
Enquanto o tempo passa, o pudor se esvai. Em conjunto com fumaça, suor e sorrisos, o corpo se solta, as mãos tomam liberdades. O corpo liso e sem pelos se atiça diante de palmas ásperas, a boca abre-se liberando suavemente o ar dos pulmões, e com ele um leve sussurro emitido do fundo da garganta.
O pescoço se abre, e se mostra receptivo, atraindo lábios molhados e línguas ouriçadas. Novamente a pele lisa se atiça, o sussurro surge mais elevado, e a boca, outrora aberta, agora tem os dentes fincados na sua carne.
E a dança continua, ainda mais intensa, carnal. Preocupações se escondem por trás de arbustos, e o casal, com os olhos fechados, enxergam-se envoltos por sombras irrelevantes. O tato e o paladar os guiam. A cada aperto, a cada abraço, a cada batida da música e a cada giro da dança a volúpia carnal se intensifica.
Todos os músculos dos corpos começam a dilatar, e o sangue a ferver. As estranhas esquentam e aprimoram todas as sensações, o suor escorre, o gosto salgado do prazer mistura-se com o doce do sexo, e os dançarinos encaixados tomam-se um ao outro, e o casal, não mais só casal, dominam-se, de corpo e alma, ignorando os ao redores, fingindo que o mundo a eles pertence, até que o fim encontre-se em um turbilhão de emoções e sensações. Contrações musculares, suor, gozo e paixão...
A maresia retorna, tranquila e serena, e a dança termina num abraço e num suspiro final. E de fato, por hora, o mundo a só eles pertence.

Rachas

No âmago as coisas incomodam e repercutem como sagazes gravetos incandescentes, na face a dor é expressa e se porta como adversário da conquista. Caminhamos cantando, berrando ou mesmo silenciosos, mas a caminhada perdura, o tempo passa como o chão a cada passada.
Vivemos para sorrir, mesmo quando não contentes. Vivemos para viver, mesmo quando não querendo. A mentira é larga, expessa e aparentemente indestrutível, mas as carapaças mais rijas um dia se quebrarão, e sua rachadura se mostrará a todos como a possibilidade e a esperança de uma vitória.

Saudações aos caídos

Cadê o povo guerreiro e batalhador? Onde jaz a alma coletiva e imbatível que outrora existiu? Se num dia houve o combate e a vitória, noutro há a acomodação e a derrota. A resistência se findara, tudo o que escuto agora são frases soltas e oratória perdida.
Os guerreiros e guerrilheiros se cansaram, ou ocultaram-se como o sol poente por detrás da montanha? Inimigos ainda existem, a necessidade de vós ainda persiste, a luta pelo futuro se engrandece a nossa frente, e a derrota se aproxima silenciosa e agressiva.
Cadê o povo guerreiro e batalhador? Não nos deixeis sucumbir em combate, levantemos a cada golpe que nos é dado, a resistência deve persistir, o cansaço superado, e a luta reerguida.

André Padoveze

Mulheres

Ai se as mulheres soubessem do poder que elas possuem. Em uma festa, elas ficam ali, sempre tranquilas em relação aos homens ao redor, as vezes olham, dão risadinhas mas raramente dão o primeiro passo. Simplesmente ali, aproveitando a música, dançando como se não tivesse nenhum interesse de parar nos braços ou na cama de qualquer um que a aborde, fingindo estar apenas aproveitando o ritmo da música. Por outro lado, têm os homens, sempre perambulando pra lá e pra cá com antenas e olhares ligados em tudo que se mexe, checando, analisando e avaliando. A aparência é sempre válida, e ainda mais importante do que as das mulheres, só que o foco está no status. O copo tem sempre que estar cheio pra posar para os amigos, a roupa sempre em ordem, o perfume em dia e o sorriso nos trinques, tudo para as mulheres.
Os rapazes, é claro, logo encontram alguém de interesse, e os olhos ali, quase tão penetrantes quanto suas genitálias gostariam de ser, atentos a cada movimento das pernas, e dimensão dos seios e bunda. A imaginação vai a mil, pensamentos eróticos, pervertidos, fantasiosos, a paixão platônica vai a mil, e sempre pensando na melhor forma de se aproximar. Alguns caem na dança e tentam ganhar no requebrado, alguns fingem de desentendidos e simulam um encontrão acidental, outros já mais indiscretos chegam diretos no assunto, mas todos, sem excessão chegam no intuito de tê-la nos seus braços e na sua cama.
Assim, quase todo o poder de decisão cabe a mulher, os homens fazem o esforço e o sacrifício necessário para que ela simplesmente o aceite, e esse jogo de submissão faz dos homens pequenos escravos, presos pelo desejo, e apesar de todos nós negarmos isso, essa escravidão nos satisfaz, podemos tentar parecer machões e machistas, mas somos sempre presos à vontade delas, porque nós estaremos sempre aqui as querendo, obcecados pelo charme, beleza e o tesão que é uma mulher.

Eleições 2010

Só um desabafo.

Estou com medo da lambança que vai sair essas eleições.

Não temos Lula, pela primeira vez na história pós-ditadura brasileira. Não que isso signifique alguma coisa, mas a incerteza de saber o que vai rolar agora é complicada.

Em relação a Dilma, já ouvi tanta coisa ruim que até assusta. Tem muito apoio, e as coligações vão salvar a vida dela. Mas vixe, como é mal falada. Até o PDT vai entrar nessa, partido do Cristovam Buarque, defensor da educação cujo consultor que manda mensagens no twitter não usa pronomes, ôôô rapaz difícil de entender.

Serra? Bleh, desgosto, deixaria o Brasil nas mãos das grandes corporações tão fácil quando imita o bom samaritano no Twitter. Encena pra cacete, fala um monte de coisa bonita, pode até ser inteligente, mas vixe, tadinho do Brasil se ele ganhar. Seria pior que o Lula, e olha que não é pouco. PSDB? Social Democracia uma ova, as coisas mudam, e os nomes dos partidos também deveriam, se não fazem mais juz, mudem de nome! Sugiro PSGCC, Partido Submisso às Grandes Corporações Capitalistas. Ou algo do tipo.

Marina Silva? Vixe, não ouvi muito dela não. Ex militante do PT? É, Ex... Ecologista? Até demais pro meu gosto. Defendo o desenvolvimento sustentável, mas quero mais do que isso.

Hum, quem mais afinal? Natural que não tenhamos muitas informações. Segundo o bom velhinho serra (isso é uma ironia), no saudoso Twitter, é proibido fazer propaganda política no atual momento. Hum, Serra, para de falar no twitter meu cumpade, se aquilo não é propaganda, corto meus pulsos.

Enfim, a bagaça vai desenrolando aos poucos, e a tramóia vai se arquitetando. Confesso estar receoso. Mas duvido que qualquer um faça alguma diferença.
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