Que a morte nos separe
O céu repleto de estrelas reluzentes pode ser belo e acolhedor. Um dia até tivemos a ânsia de buscar a felicidade e de sorrir com as delicadezas da vida. O aroma agradável do cotidiano nos remetia a tempos futuros, onde tudo era puro e saudável. Planos formulados, e eles sempre davam certo, carícias distribuídas e toques apaixonados. A vida simplesmente sorria, e o sorriso em nossas faces a acompanhava.
Carregávamos nosso tempo com passatempos simples e as responsabilidades eram sempre levadas com certa facilidade. O mundo parecia belo, belo como as histórias infantis ou os contos bíblicos. O sonho de Éden, que, infelizmente, sempre se realizou apenas em mentes ocultadas pelo breu do céu noturno estrelado.
Mas as estrelas deixam de reluzir quando o sol as cobre com sua luz ofuscante, abrimos os olhos, doloridos e achatados. Tentamos em vão nos proteger das dores, mas nelas permanecemos. Dores angustiantes, um massacre de emoções negativas. Um desespero pra que chegue logo o costume, que seus olhos aceitem o incômodo e consigam se abrir, e de fato se abrem, enxergando mais do que conseguiam durante a luz das estrelas.
E eis que o horizonte se mostra em nossa frente, olhamos para longe, detectando vastos campos e o que mais ali houver. Com um pouco mais de atenção, as relações tornam-se visíveis, e vê-se um mundo caótico. Formigas caminham trombando-se e sentindo o cheiro pútrido da vivência humana. Casais de mãos dadas, que se enganam com palavras de amor insalubres e irreais.
Aqueles planos de outrora se desfacelam diante da visão diurna, o futuro se descontrói. E então, as janelas se fecham.
Carregávamos nosso tempo com passatempos simples e as responsabilidades eram sempre levadas com certa facilidade. O mundo parecia belo, belo como as histórias infantis ou os contos bíblicos. O sonho de Éden, que, infelizmente, sempre se realizou apenas em mentes ocultadas pelo breu do céu noturno estrelado.
Mas as estrelas deixam de reluzir quando o sol as cobre com sua luz ofuscante, abrimos os olhos, doloridos e achatados. Tentamos em vão nos proteger das dores, mas nelas permanecemos. Dores angustiantes, um massacre de emoções negativas. Um desespero pra que chegue logo o costume, que seus olhos aceitem o incômodo e consigam se abrir, e de fato se abrem, enxergando mais do que conseguiam durante a luz das estrelas.
E eis que o horizonte se mostra em nossa frente, olhamos para longe, detectando vastos campos e o que mais ali houver. Com um pouco mais de atenção, as relações tornam-se visíveis, e vê-se um mundo caótico. Formigas caminham trombando-se e sentindo o cheiro pútrido da vivência humana. Casais de mãos dadas, que se enganam com palavras de amor insalubres e irreais.
Aqueles planos de outrora se desfacelam diante da visão diurna, o futuro se descontrói. E então, as janelas se fecham.

