Sem Títulos.

O cotidiano tem sempre um tom desesperador e agonizante, sentia-lhe faltar o ar, e o constante formigar de seus braços. No prazer lhe faltava satisfação, no amor retribuição e na vida, o desejo de viver.
Com um baque, por uma fração de segundo escutara um barulho ensurdecedor. E um tiro nos olhos o calou, assim como tudo ao teu redor. E tenho a certeza de que se lhe fosse oferecido uma chance de falar, diria que jaz em paz, no silêncio e na simples ausência de tudo, na não existência.
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